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A fruticultura tropical irrigada é um dos filões da economia de Mossoró. A região polarizada pela cidade é reconhecida pelo Ministério da Agricultura, desde 1990, como Área Livre da praga Anastrepha Grandis,mais conhecida como "Mosca da Fruta". Essa condição facilita a entrada dos produtos em mercados consumidores mais exigentes, como a Comunidade Europeia, Estados Unidos e Japão. O destaque fica com o melão. O Rio Grande do Norte é responsável por 90% da produção brasileira da fruta que é exportada. Em 2004 a região de Mossoró produziu 194 mil toneladas de melão. 84,5% dessa produção, o equivalente a 164 mil toneladas, foi exportada. O restante (30 mil toneladas) atendeu ao mercado interno brasileiro. As exportações de melão movimentaram um volume de recursos da ordem de US$ 64 milhões. O setor também é um dos grandes geradores de emprego em Mossoró e região. De acordo com o Comitê Executivo de Fitossanidade do Rio Grande do Norte (COEX) atualmente a fruticultura irrigada gera 24 mil empregos diretos e outros 60 mil de forma indireta.
Mossoró está assentada sobre uma "superfície de relevo plano de altitudes modestas composto por tabuleiros sedimentares de origem cretácia, cortados pelos vales dos rios Assu, Apodi e Umari, que representam largas várzeas com lagoas residuais. Os solos que predominam são de origem sedimentares, com dominação dos cambisolos que se apresentam com fertilidade natural alta. É a combinação da qualidade do solo com o benefício da irrigação que torna possível a produção em grande escala de frutas tropicais.
A área polarizada por Mossoró inclui os municípios de Baraúna, Apodi, Governador Dix-Sept Rosado, Tibau, Grossos, Areia Branca e Caraúbas. As duas maiores empresas que exploram a fruticultura irrigada, desde a produção até a exportação, são a Nolen e a Del Monte, mas há um número considerável de médias e pequenas empresas.
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O comércio de Mossoró é um dos mais variados e dinâmicos do Rio Grande do Norte. O Sindicato do Comércio Varejista (SINDVAREJO) contabiliza quatro mil empresas filiadas. Juntas elas geram pelo menos cinco mil empregos diretos. A Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte contabiliza números mais expressivos, com cerca de 5.100 empresas comerciais legalizadas em atuação. Essa vocação para o comércio é histórica. No ano de 1957 Mossoró já era reconhecida como um forte empório comercial do Rio Grande do Norte. Essa condição é fortalecida pela localização privilegiada. A cidade é eqüidistante de duas capitais, Natal (RN) e Fortaleza (CE). As três estão ligadas, por via terrestre, pela rodovia BR 304, e também por via aérea, com vôos diários. Mesmo não estando encravada no litoral, contava com um porto: era o porto de Mossoró ou porto de Areia Branca, município que pertenceu a Mossoró até 1892, quando foi desmembrado. Do sertão vinha o algodão, a pecuária e peles de animais; do litoral vinha o sal, a carne seca e o peixe. Mossoró tornava-se naquele momento, o lugar de troca, pois recebia mercadorias de outras praças, do país e do exterior e embarcava, pelo seu porto, a produção regional que se destinava ao mercado nacional e internacional. Com a chegada dos navios da Companhia Pernambucana de Navegação Costeira ao porto de Mossoró, em 1857 a cidade torna-se o centro de comercialização de uma área que atinge, além dos municípios vizinhos, parte dos Estados do Ceará e da Paraíba. Esse fato é, na visão de historiadores, o primeiro marco na ascensão de Mossoró a empório comercial. A chegada dos navios faz com que comerciantes de outras praças, principalmente de Aracati/CE, venham se estabelecer na cidade, atraídos pelas oportunidades comerciais que eram oferecidas. Nesse processo merece destaque a chegada do industrial suíço Johan Ulrich Graff, que se estabelece em Mossoró com a famosa "Casa Graff", alavancando o seu desenvolvimento econômico com idéias mercantilistas, associadas ao capital investido. O período entre os anos de 1877 a 1880 é marcado por uma grande seca que flagela o nordeste brasileiro. Mossoró, como uma cidade próspera, foi invadida por 70.000 flagelados, segundo o historiador Câmara Cascudo, vindos de toda zona oeste e de Estados vizinhos, na busca de meios de sobrevivência. Seria o terceiro marco histórico da ascensão de Mossoró "empório comercial". Com o flagelo da seca, o Governo Geral procurou amenizar a fome dos retirantes enviando para Mossoró recursos financeiros. A concentração de recursos, atraiu comerciantes de outras praças. A população de flagelados, ao mesmo tempo que era consumidora de mercadorias compradas pelo governo no comércio local, constituía-se num exército de mão de obra capaz de realizar qualquer serviço em troca de um punhado de farinha. Os que não conseguem ser incluídos nas frentes de trabalho criadas pelo governo, são contratados por comerciantes e industriais, principalmente pelos salineiros que usam a mão-de-obra quase de graça, para impulsionar seus negócios. As salinas da região passam a ter uma produção significativa, gerando riqueza para os proprietários. Com o advento do caminhão e o desenvolvimento das estradas de ferro, por volta de 1920, Mossoró viu seu comércio enfraquecer. A estrada de ferro pouco avançava e as estradas de rodagem eram quase inexistentes. Regiões que antes dependiam exclusivamente de Mossoró para o abastecimento, passaram a ser atendidas por outras praças. O fortalecimento da praça de Campina Grande/PB, fez com que comerciantes migrassem para a nova praça, principalmente o comércio de tecidos. Em 1926, Mossoró se volta para as atividades agrícola e pastoril, passando a exercer um novo papel na economia regional que seria de repassador de matérias-primas para o centro-sul que iniciava o seu processo de industrialização.
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Sal, petróleo e agroindústria são referenciais da economia de Mossoró. O setor industrial tem vivido ciclos diferenciados. No passado, junto ao sal que ainda hoje se sobressai apesar da crise por que passa o setor, floresceram as indústrias de beneficiamento de algodão e da cera de carnaúba. A vocação industrial extrativista de Mossoró a coloca hoje no pódio como principal produtora de sal e de petróleo (em área terrestre do país). Contribui com 50% da produção salineira do país e mais de 3.500 poços de petróleo, produzindo 47 mil barris/dia, colocam o município como o segundo do país. O primeiro em terra. Mossoró tem ainda uma unidade fabril de cimento. Mossoró começa a se viabilizar como pólo ceramista do Rio Grande do Norte. A empresa catarinense Itagres Revestimentos Cerâmicos já começou a construir sua filial na cidade, que vai se chamar Porcelanatti Revestimentos Cerâmnicos (leia mais em Distrito Industrial). A segunda empresa do pólo será a Cerâmica Porto Rico, que já assinou protocolo de intenções com a Prefeitura de Mossoró. A carcinicultura (criação de camarões em cativeiros) está atraindo grupos nacionais e estrangeiros que vêem um mercado promissor na região salineira de Mossoró.Pelos dados do Núcleo do SEBRAE, o Município tem cadastradas 400 indústrias nos diversos ramos de atividade. |
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Maior
produtor de petróleo em terra do
Brasil
O petróleo é hoje o produto de maior representação na economia de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Os 3.500 poços perfurados que estão em operação no município garantem uma produção média de 47 mil barris de petróleo por dia. Isso torna Mossoró a campeã em recebimento de royalties da Petrobras no Estado. A cidade recebe, em média, R$ 1,8 milhão por mês. Esses recursos são investidos na infra-estrutura urbana do município. Apesar da exploração relativamente recente as evidências de sua presença surgiram há quase um século e meio. O primeiro registro foi feito em 1853 pelo padre Florêncio em ata da Câmara Municipal de Apodi: "Em um dos recantos da lagoa desta vila que está mais em contato com as substâncias minerais da serra, tem-se coalhado, em alguns anos, uma substância betuminosa inflamável, e de boa luz semelhante à cera, em quantidade tal que se pode carregar carros delas". Em 1943 começam as sondagens na região, inicialmente pelo Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, e depois pela PETROBRAS, que usando vários sistemas de reconhecimento, inclusive perfuração de poços, chegaram a encontrar vestígio de óleo mas sem interesse comercial. Em janeiro de 1956 a PETROBRAS perfura o primeiro poço, na localidade rural de Gangorra (poço G-1 RN), próximo a cidade de Grossos/RN. O objetivo era realizar testes e verificar se a região realmente poderia produzir petróleo. Os testes fracassaram. Outros testes foram realizados em locais próximos a Mossoró. Desta vez com resultados satisfatórios. Em 1979 é perfurado o primeiro poço produtor de petróleo na região de Mossoró. Ele fica na área do Hotel Thermas e até hoje está em operação. A consolidação se dá, efetivamente, em 1986, com a descoberta de Canto do Amaro, o maior campo produtor de petróleo em terra do Brasil. Mossoró garante para o Rio Grande do Norte a condição de segundo maior produtor de petróleo do país. O Estado produz, em média, 93 mil barris/dia. Fica atras apenas do Rio de Janeiro, que tem produção superior a 1,7 milhão de barris/dia. |
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Maior produtor de Sal do país Produção
em 2000 - 2.161,385 (em
toneladas) Exportação Transporte O Sal grosso a granel é transportado básicamente por via marítima (Navio). No ano 2000 foram embarcadas através do Porto Ilha 2.481,106 toneladas. Quanto ao sal beneficiado (moído, refinado, peneirado) é escoado através do transporte rodoviário. O Sal da Terra O sal foi um dos primeiros produtos a ser explorado comercialmente no Rio Grande do Norte. A exploração normal e extensiva das salinas de Mossoró, litoral de Areia Branca, Açu e Macau data de 1802. Mas o conhecimento de jazidas expontâneas na região já era conhecida desde o início da colonização. A primeira referência que se tem sobre sal no Rio Grande do Norte, encontra-se registrado no documento que Jerônimo d'Albuquerque escreveu a seus filhos Antônio e Matias em 20 de agosto de 1605, onde fala de salinas formadas espontaneamente a aproximadamente 40 léguas ao norte, o que corresponde hoje as salinas de Macau. Desse fato, voltamos a ter notícias quando consultamos o "Alto de repartição das terras" feito em Natal em fevereiro de 1614, onde está escrito que Jerônimo de Albuquerque dera aos filhos Antônio e Matias, em 20 de agosto de 1605, umas salinas que estariam a quarenta léguas para o norte (aproximadamente 240 Km), mas que nunca foram cultivadas nem feitas benfeitorias. Em 1627, o frei Vicente do Salvador registrou a colonização Norte-riograndense. Notou que "as salinas onde naturalmente se coalha o sal em tanta quantidade que se podem carregar grandes embarcações". Outro registro que encontramos nos velhos livros de história fala que em janeiro de 1644, alguns Tapuias, de volta do Outeiro da Cruz (Maranhão), onde tinham estado em combate, entraram nas salinas de Mossoró e degolaram alguns trabalhadores que ali se encontravam. Em 1808 os salineiros da região foram beneficiados, quando o rei de Portugal, D. João VI, impossibilitado de receber carregamentos de sal de Portugal, assinou a carta régia que liberava de quaisquer imposições a extração do sal favorecendo, sobremaneira, o comércio interno. Em 1844/45, setenta e oito barcos carregaram em Macau 59.895 alqueires de sal. No entanto, embora o sal extraído no Rio Grande do Norte fosse superior pela sua qualidade intrínseca, perdia essa qualidade pela rudeza como era produzido, de modo que nos anos seguintes perdia mercado para o sal europeu que era mais barato e melhor preparado. Um dos fatores que onerava o preço do sal produzido no Rio Grande do Norte era a dificuldade no transporte por causa do assoreamento das barras dos rios Mossoró e Açu. Em 1886 é criado um imposto protecionista para tributar o sal estrangeiro. Dessa forma, o sal produzido no Rio Grande do Norte passa a ser competitivo, e isso impulsiona decisivamente o desenvolvimento da nossa indústria salineira . No período de 1941/45, houve uma retração na extração do sal, motivada pela diminuição da navegação de cabotagem durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, o sal continuou sendo o principal produto comercializado por Mossoró e região, sofrendo oscilações que não comprometeram o mercado de forma mais acentuada. Os municípios do Rio Grande do Norte produtores de sal são os seguintes: Galinhos, Guamaré, Macau, Caraúbas, Areia Branca, Grossos e Mossoró. Depois de toda essa explicação, o leitor poderia perguntar : como Mossoró está entre os municípios produtores de sal se não fica no litoral? Para responder a essa pergunta, temos que dá outras explicações: o clima predominante em Mossoró é semi-árido quente, com temperatura oscilando entre 24o e 35o centígrados, temperatura essa que dura a maior parte do ano. O ar apresenta baixo teor de umidade, elevada evaporação, apresentando uma média de 2.850mm. As precipitações ocorrem ao redor de 450mm anuais e a evaporação líquida é de 2.400, sendo que a intensidade de irradiação solar varia entre 120 e 320 horas/mês, com ventos que apresentam velocidade média entre 3,8 e 4,4m/s. Junto a isso temos ainda um solo impermeável, o que assegura condições ideais para a cristalização e colheita do sal, com um grau de pureza que atinge até 98o Baumé. E onde estão localizadas as salinas? Poderia perguntar ainda o atencioso leitor. As salinas de Mossoró estão localizadas na várzea estuarina dos rios Mossoró e do Carmo. Essa várzea é inundada, ora pelas águas do mar, ora pelas águas das enchentes dos rios, que quando cessam as chuvas formam salinas naturais, onde o relevo é plano e baixo, estreitando-se para o litoral, onde a água do mar chega a alcançar até 35 Km do litoral. Essa série de fenômenos naturais é que faz com que Mossoró possa figurar entre os municípios produtores de sal do Rio Grande do Norte. |
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